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22/07/2020
Fim da quarentena exige adaptação no convívio com os pets

O animal que foi adotado para espantar o tédio na quarentena jamais poderá ser abandonado


A adoção de um animal deve ser sempre uma decisão consciente. A reclusão recomendada pelos órgãos de saúde mudou a rotina de muitos humanos e pets. As pessoas começaram a trabalhar de casa e adiaram os eventos sociais. Ficar em casa foi necessário, mas agora, iniciou o momento da gradativa retomada a antiga rotina.

''Os pets foram ótimos aliados nesta época de quarentena, proporcionando apoio emocional e psicológico, além de ajudar nos exercícios físicos durante as brincadeiras em casa'', salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Durante a pandemia, abrigos para pets em Nova York contabilizaram um aumento de quase dez vezes na procura por cães e gatos em março. No Brasil, a situação foi semelhante. Apesar dos centros de acolhimento terem conseguido realizar muitas doações de cães e gatos, há a preocupação com a responsabilidade dos novos tutores com os animais quando a quarentena acabar e o cotidiano voltar ao normal.

Ao adotar um pet durante o isolamento social, o tutor conseguiu se dedicar 100% ao pet. O animal acostumou com a presença constante do seu companheiro favorito. Porém, com a flexibilização da quarentena, ele poderá estranhar a mudança na rotina, sentir-se solitário e, em alguns casos, desenvolver a chamada ansiedade de separação, um momento de estresse agudo que surge quando o animal tem que ficar sozinho.

''Os pets podem desenvolver a Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS) e manifestar sintomas como: lamber excessivamente as patas ou o corpo, miar muito, recusar comida, orelhas baixas, permanecer no canto e recusar interação, não sair de perto do tutor de jeito nenhum, perda de pelo e, em alguns casos, vômito'', explica a Dra. Fernanda Duran, médica-veterinária da Mars Petcare.

''Para amenizar os impactos psicológicos depois da quarentena, é importante que seja realizado um retorno gradual à nova rotina, incluindo os novos horários para as brincadeiras. Ensinar o pet gradativamente a ficar sozinho na casa é essencial'', salienta Vininha F. Carvalho.

O tutor deverá escolher um período da manhã e outro da tarde, onde passará meia hora em outro ambiente, sem qualquer tipo de interação com o animal. Deverá ser aumentado este tempo no decorrer do período de adaptação. O ambiente onde o pet permanecerá precisará estar preparado para isso, enriquecido com brinquedos diferentes, água, lugar para descansar e outro onde possa fazer suas necessidades fisiológicas. O cronograma que o tutor elaborar deverá permitir que o animal se sinta seguro para assimilar a mudança na rotina, sabendo aguardar o momento prazeroso para interatividade, recebendo muito carinho e atenção.

Em todo o mundo, surgiram notícias de cães e gatos abandonados por suas famílias, devido ao medo de que os animais pudessem ser fontes de transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que provoca a Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, não há evidências ou comprovação de que animais domésticos, como cães e gatos, possam ser fonte de infecção da COVID-19. O contágio ocorre apenas entre humanos através do contato físico ou secreção de pessoas infectadas. Já a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) também reforçou que não há evidências de que os cães tenham algum tipo de papel na disseminação da doença.

''O animal que foi adotado para espantar o tédio na quarentena jamais poderá ser abandonado. Ele merece ser amado e respeitado. O laço de amizade criado deverá ser fortalecido no convívio pós- pandemia'', conclui Vininha F. Carvalho.

http://www.revistaecotour.news



Fonte: Del Valle Editoria



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