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Dogo Argentino: Conheça os padrões da raça
DOGO ARGENTINO




Nomenclatura Anatômica

1 - Trufa

10 - Ísquio

19 - Cotovelo

2 - Focinho

11 - Raiz da Cauda

20 - Pata

3 - Stop

12 - Cauda

21 - Carpo

4 - Crânio

13 - Coxa

22 - Braço

5 - Occipital

14 - Perna

23 - Esterno

6 - Cernelha

15 - Jarrete

24 - Ombro

7 - Dorso

16 - Metatarso

 

8 - Lombo

17 - Joelho

H - Altura na cernelha

9 - Garupa

18 - Ventre

C - Comprimento do tronco



Padrão original - Dr. Antônio Nores Martinez
CBKC n° 292 de 10/4/1994.
FCI n° 292 de 31/7/1973.
Grupo: 2 (Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços).
Seção 2 A: Molossos - Tipo Dogue
País de origem: Argentina
Nome do país de origem: Dogo Argentino.
Nome adotado pela CBKC: Dogue Argentino
Utilização: Caça maior (monteria).
Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
Textos entre parênteses: são explicações aprovadas pelo Club de Criadores de Dogo Argentino, confeccionadas por criadores da raça.
Crânio: massudo, convexo, longitudinal e transversalmente, em razão do relevo muscular dos mastigadores e da nuca.




Focinho: de comprimento igual ao do crânio, assim, o stop está situado na metade da distância do occipital à ponta do focinho(1). (Separamos crânio e focinho, mas é o conjunto de ambos que define a tipicidade da cabeça do Dogo pertencendo ao tipo mesocefálico, devendo delinear um perfil convexo/ côncavo: o crânio convexo pelo relevo da inserção dos músculos mastigadores, clássico do crânio de cão de presa do tipo mastigador e do focinho, ligeiramente côncavo e arrebitado, próprio do cão de excelente olfato, o que, em resumo, significa que o Dogo Argentino tem crânio de mastigador e focinho de farejador, uma integração funcional, reunindo faro alto (ventor) e exímo mordedor. Arcos zigomáticos bem afastados do crânio, formando uma fossa temporal ampla, para a cômoda inserção do músculo temporal, um dos principais mastigadores).



Olhos: escuros ou cor de avelã. Pálpebras com orlas pretas ou claras. Inseridos bem separado, de expressão esperta e inteligente, mas, ao mesmo tempo, com marcante dureza. (Os olhos claros ou pálpebras vermelhas reduzem a pontuação. A desigualdade de cores - sarcos - é falta desqualificante).



Maxilares: bem articulados, sem prognatismo, fortes, com dentes grandes e bem inseridos. (Não importa o número de molares. O mais importante é a homogeneidade das arcadas dentárias, a ausência de cáries e ausência de prognatismo superior ou inferior, e especialmente, os quatro caninos, que são grandes, limpos e perfeitamente articulados, cruzando-se, na mordida, ao fazer a presa).



Trufa: preta e muito bem pigmentada, narinas bem amplas, com um ligeiro Stop(3). (A trufa branca ou muito manchada de branco desconta pontos. Trufa fendida ou lábios leporinos é falta desqualificante).



Orelhas: de inserção alta, portadas eretas ou semi-eretas, de forma triangular, devem apresentar-se sempre cortadas. (O juiz não deve julgar um Dogo Argentino com orelhas inteira(4)s, devendo retirá-lo da pista. No macho é preferível um corte um pouco mais curto. O Dogo Argentino é um cão de presa: durante a luta as orelhas longas permitem uma presa fácil e muito dolorosa. Além disso, razões estéticas tornam necessário o corte)

Lábios: bem ajustados, secos, de bordas livres, pigmentados de preto.
(Exige-se o lábio curto, para que, quando o cão estiver fazendo a presa, possa respirar também pela comissura labial. Se os lábios fossem pendentes, apesar do maxilar ser bastante longo, fariam o papel de válvula, impedindo a inspiração suplementar pelas comissuras labiais, fechando a comissura e obrigando-o a soltar a presa, por insuficiência respiratória, como acontece nas raças de lábios pendentes).




Occipital: completamente oculto pelos potentes músculos da nuca, não pode ser marcado, sendo a inserção de cabeça e pescoço em forma de arco.(Confunde-se com a curva da linha superior do crânio).

Pescoço: grosso, arqueado, elegante, com a pele da garganta muito grossa, formando rugas como no Mastim, Dogue de Bordeaux, Bulldogue e não esticada como no Bull Terrier. (A elasticidade da pele no pescoço se deve à grande flacidez do tecido desta região, possibilitando o deslizamento da pele sobre a aponeurose superficial, de tal maneira que os caninos ou as garras inimigas não consigam atingir os músculos, apenas, o couro. Por exemplo: no caso de um Puma tentar segurá-lo pelo pescoço, a pele elástica esticar-se-ia muito, permitindo-lhe, também, fazer a presa)



Peito: amplo, profundo, dando a sensação de possuir pulmões grandes. Visto de frente, o esterno deve atingir um nível abaixo dos cotovelos.
(Sendo o Dogo Argentino um cão de trabalho e luta, óbvio destacar a necessidade de um peito profundo e amplo, pela importância da respiração)



Cernelha: alta, muito forte, de grandes relevos musculares.



Tórax: amplo, visto de perfil, a linha inferior atinge o nível dos cotovelos.


Linha superior: mais alta na cernelha, inclinada em direção à garupa, em suave declive. (nos adultos quando o desenvolvimento muscular do dorso e dos rins é bom, visto de perfil, nota-se relevo dos músculos espinhais, formando um canal mediano ao longo da coluna).



Anteriores: retos, bem aprumados. As patas têm dedos curtos e bem compactos. (O comprimento dos dedos guarda uma proporção com a da pata. Têm almofadas plantares altas, bem carnudas com uma sola muito áspera ao tato, como calosidades que permitam correr muito, por terreno áspero e pedregoso, sem ferir-se).



Lombo: oculto pelos músculos do dorso(2).

Posteriores: coxas muito musculosas, com jarretes curtos e dedos bem fechados, sem ergot. (Com boa angulação lembrando sempre que são os responsáveis pela propulsão, velocidade e sustentação na luta corpo a corpo, portanto, nunca será demasiado insistir quanto à importância da força na musculatura da coxa. Os dedos de lobo (ergot) tão fácil de serem suprimidos nos primeiros meses, descontam pontos, como característica recessiva do Mastim dos Pirineus, porém não ocorrendo em desqualificação).



Cauda: grossa e longa, sem ultrapassar os jarretes, portada naturalmente caída. Durante a luta, a mantém levantada, em contínuo movimento lateral, como quando faz festa ao dono. (Deve ter-se presente que a cauda constitui uma grande ajuda, tanto na mudança de direção durante a corrida, atuando como leme, em ação compensatória, como na luta, servindo de sustentação ou ponto de apoio, colaborando no trabalho dos membros posteriores).

Peso: de 40 a 45 Kg.

Altura: de 60 a 65 centímetros. (Tanto na altura como no peso, o juiz deve ser inflexível, pois sendo o Dogo Argentino um cão de luta, entre as raças de caça maior, a redução do tamanho lhe tira eficiência. Entre vários exemplares bons prefere-se o de maior altura. Os criadores da raça ensinaram que o Dogo Argentino é um normotipo e dentro disso um macrotálico, quer dizer, que deve existir uma harmonia na proporção, que sob o ponto de vista funcional, é eurritmia ou seja normal correlação orgânica, que se traduz por uma maior altura e peso, naturalmente, sem chegar ao gigantismo). (embora exista uma tolerância de até 68 cm no macho caso as virtudes do mesmo justifique mediante devida proporcionalidade e simetria em sua conformação, SOMENTE POR EXCEÇÃO, os juizes devem premiar animais acima dos 65 cm ).
É importante pormos um limite na altura máxima. Deve ser desclassificado todo macho adulto com menos de 60 cm ou acima dos 68 cm.




Cor: completamente branco. Toda e qualquer mancha de cor deve desqualificar o exemplar por ser uma característica atávica. (Os brancos com a pele muito pigmentada de preto, devem ser considerados como exemplares inaptos para a criação, pelo caráter recessivo que demonstram e que pode passar a ser dominante nos filhos, se forem acasalados com exemplares que, potencialmente, tenham este defeito. As manchas pequenas na cabeça não são motivo de desqualificação, mas entre dois exemplares equivalentes, o desempate será pelo exemplar que mais se aproxime do completamente branco. Por outro lado, qualquer mancha no tronco é motivo de desqualificação). (5)Há uma característica que aparece normalmente nos Dogos que comumente chamamos de Lunares e que são normais desde de que não seja em demasiada quantidade.


Em Síntese

Manchas Pequenas Hiper-pigmentação Altamente Pigmentado

NÃO É DESCLASSIFICADO

Mancha na cauda Mancha no Pêlo Mancha Considerável na cabeça

É DESCLASSIFICADO



Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Desqualificações:
   1. Olhos de cores desiguais.
   2. Surdez.
   3. Manchas no corpo.
   4. Pêlo longo.
   5. Trufa branca ou muito manchada (despigmentada).
   6. Prognatismo inferior ou superior.
   7. Lábio muito pendente.
   8. Cabeça afilada
   9. Orelhas inteiras (não operadas).
  10. Altura inferior a 60 centímetros
  11. Mais de uma mancha na cabeça.
  12. Toda e qualquer desproporção física.


Nota: os machos devem apresentar dois testículos visivelmente normais, totalmente descidos na bolsa escrotal.

COMENTÁRIOS: de Bruno Tausz, diretor cinotécnico da CBKC, publicados juntamente com o padrão, sem fazer parte dele:
(1)Tivemos que alterar um pouco o texto porque o texto original refere-se a um osso (apófise orbitária do osso frontal) inexistente nas espécies caninas e poderia dar margem a discrepâncias de interpretação, que tanto preocupa os criadores.

E, para o outro extremo da medida, oferecem o bordo alveolar do maxilar superior, o que, trocando em miúdos, significa o extremo distal da maxila, que nada mais é do que o osso que contém os alvéolos (orifícios) onde ficam engastadas as raízes dos dentes incisivos da maxila, chamados "pinça" resolvemos simplificar: o stop fica na metade do comprimento total da cabeça.

(2)Lombo (rins): oculto (apagado) pelos músculos do dorso. Provavelmente o dorso seria oculto pelos músculos do lombo...
(3)Consegue-se entender que os criadores se preocupam com discrepâncias, nas arbitragens, mas essa preocupação fica explicada ao ler-se a relação das desqualificações, depois deste comentário logo abaixo do item trufa. "A trufa branca ou muito manchada de branco desconta pontos. Trufa fendida ou lábios leporinos é falta desqualificante" (4) A FCI já permite o julgamento com animais com orelhas inteiras ( observação do criador ) (5) Nota do Criador







Créditos:
As informações e imagens presentes neste artigo foram gentilmente cedidas pelo Canil Bravura Del Ayar, especializado na raça Dogo Argentino.
O Canil fica em São Paulo (SP) - Telefone: (011) 8235-4402

Para maiores informações acesse: http://www.bravuradelayar.com.br/






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