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Linguagem Felina
Entenda o que o seu gato diz observando as posturas dele, os comportamentos e as vocalizações

Os gatos têm uma linguagem própria, com propósitos que vão desde atrair parceiros sexuais até afugentar outros gatos. Entendê-la é importante para uma melhor compreensão do comportamento felino. Grande parte desses sinais fica no ambiente. São cheiros e arranhaduras que outros gatos podem “ler” sem ter que encontrar o gato que os deixou. Alguns autores comparam esses sinais com bilhetes que pessoas trocam entre si, sem precisar se encontrar.

Linguagem aprendida

Os gatos aprendem a se comunicar com seus donos e demais animais da casa. Podem desenvolver sinais e comportamentos para mostrar o que desejam. É o caso do gato que mia e corre para perto do armário onde estão os petiscos ou que rodeia o prato de ração quando quer comer. Esse tipo de comunicação é aprendido e se desenvolve muito mais quando existe grande interação com as pessoas da casa, principalmente se forem bastante atentas ao gato.

Linguagem “instintiva”

Diversos comportamentos comunicativos não são aprendidos. Independem de qualquer condicionamento ou da observação de outros gatos. Mas nem todos são exibidos desde filhote. Alguns só surgem depois de determinada idade. Outros, na falta de estímulo, podem nunca se manifestar.

No caso da linguagem “instintiva”, é possível criar uma espécie de dicionário para entender o que o gato diz, ao contrário do que acontece com a linguagem aprendida, que pode se desenvolver de modo diferente em cada gato. Possivelmente, só quem convive com o felino saberá exatamente o que ele quer comunicar.

Dicionário felino

À medida que os estudos de etologia felina se aprofundam, mais comportamentos comunicativos são decifrados e adicionados ao “dicionário felino”. Descrevo alguns:

Mordida – Gatos podem morder para demonstrar afeto, agredir ou brincar. A mordida de afeto costuma ser a mais delicada. Ocorre enquanto o gato recebe carinho ou sente prazer com a companhia humana ou felina. Já a mordida por brincadeira é um treino para briga ou caça, mas sua intensidade sinaliza que a intenção não é machucar. A força dessa mordida muitas vezes precisa ser controlada, já que alguns gatos acabam por morder forte demais outros gatos ou humanos.

Comunicação vocal – Os gatos emitem dezenas de sons com diferentes significados. Existem os de “agradecimento”, de chamado, de frustração, de ansiedade, de aviso para não se aproximar, etc. Com esses sons, uma gata pode avisar seus filhotes para se esconderem ou se aproximarem dela, evitando assim ataques de outros animais. Os sons também podem indicar prazer, como acontece quando o gato ronrona ao mamar ou ao receber carinho. Dependendo da vocalização, o gato consegue evitar que outros gatos ou animais se aproximem demais, como ocorre no caso do “rosnado”.

Comunicação postural – Pelas variações de postura, podemos interpretar as emoções e intenções do gato. Esfregar a cabeça em outro gato ou pessoa demonstra afeto, além de ser uma demarcação com cheiros específicos presentes na cabeça do felino. Quando ele se arrepia, parece maior do que realmente é, comportamento adotado para se defender de um cão, por exemplo. Abaixar a cabeça e ficar com as patas traseiras bem apoiadas, prontas para saltar, pode sinalizar o início de uma brincadeira, já que essa posição antecede um bote. Durante uma briga ou uma brincadeira agressiva, é comum o gato dobrar as orelhas, rente à cabeça. Isso impede que sejam machucadas pelo adversário ou presa.

Comunicação por demarcação – O gato tem glândulas nas regiões da boca, das orelhas e do ânus que produzem odores específicos. Com o uso desses cheiros, ele consegue deixar sua “assinatura” nas pessoas, animais e objetos. Os odores têm a capacidade de mudar o estado psicológico de outros gatos. Tanto que alguns desses odores são produzidos e comercializados com o intuito de acalmar gatos estressados e evitar que eles demarquem móveis e outros objetos com urina. Nessa demarcação, a urina é espirrada para trás, normalmente em superfícies verticais. Os machos não castrados são os que mais demarcam o ambiente dessa maneira, mas as fêmeas também o fazem. Existe também a demarcação com fezes. Alguns gatos deixam as fezes descobertas em pontos estratégicos. Avisam, assim, a “concorrência” de que estão na área e que a região deve ser evitada.

Gatos também podem deixar demarcações visuais. Por meio de arranhaduras, demarcam objetos e, ao mesmo tempo, removem de suas garras pedaços soltos de unha e praticam uma espécie de alongamento.


Fonte: Alexandre Rossi
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